sábado, 2 de julho de 2011

Márcia
Xavier
Fotógrafa brasileira, formada em comunicação visual,
seu trabalho no inicio focava muito o corpo. Ela consegue trabalhar de uma
forma exemplar e interessante. Seus trabalhos se debruçam sobre os limites da
imagem, luz e tempo. Em suas fotografias ela utiliza lunetas, binóculos e
espelhos. Mas ela também tem explorado materiais, transparentes e água. Que tem
surtido efeitos fantásticos em seus trabalhos.
Autores e suas obras!
Inicio falando sobre, Wassily Kandinsky trata-se de um
artista russo, que foi professor da
Bauhaus e introdutor da abstração
no campo das artes visuais. Nascido em quatro de Dezembro de 1866 e faleceu em 13 de
Dezembro de 1944 aos 77 anos de idade.
Em 1910 é o primeiro pintor ocidental
a produzir uma tela abstrata. Algumas das suas obras desta época, como
"murnau - Jardim um” (1910) e "Grüngasse em Murnau" (1910) mostram
a influência dos Verões que Kandinsky passava em Murnau nessa época, notando-se
um crescente abstraccionismo nas suas paisagens. Outra influência nas suas
pinturas foi à música do compositor Arnold Schonberg com quem Kandinsky manteve
correspondência entre 1911 a 1914. Desenvolveu a arte abstrata até o final de
sua vida. Seu fascinio pela cor o acompanhou em toda sua trajetória, “As cores
são a chave, os olhos o machado, a alma é o piano com as cordas”. ( KANDINSKY,
s/d).
sexta-feira, 1 de julho de 2011
A criança e a pintura.
A pintura é algo que vem sendo deixada de lado nas
escolas infantis e de series iniciais. Percebo que na visão da escola, é como
se a pintura não tivesse sentido e nem importância para a criança, esta então
vem sendo descaracterizada. “Pouco é explorada enquanto conhecimento que
permite outro modo de interação entre a criança e o mundo” (RICHTHER, p.39,1999).
As crianças precisam experimentar jogar, brincar com as cores explorando suas
possibilidades. “A pintura é extremamente importante enquanto estratégia de
organização e apropriação de um pensamento simbólico em processo de
constituição” (RICHTHER, p.39,1999). Na pintura a criança é capaz de tornar
visível, o vê, sabe, sente e conhece.
“Fazer a realidade
existir dando forma, cor e movimento á vida”. (REDIN,
Marita Martins; s/p; s/d).
Para criança viver é sentir, explorar, criar,
imaginar é passando por todas estas etapas, que ela aprende a aprender. E
depende muito dos professores auxiliar neste processo de ensino aprendizagem,
pois só assim estará contribuindo para uma aprendizagem significativa.
O desenho infantil
O desenho é algo espontâneo
da criança, através dele ela pode se expressar, inventar ou apenas traçar
livremente. Não podemos criar padrões e muito menos estereotipar os desenhos
infantis. Pois assim estaremos os padronizando, como se o desenho tivesse que se
tornar, parte constituinte daquele que o faz. Muitas vezes o desenho não tem
intencionalidade, a criança só quer desenhar e isto em muitas de nossas escolas não é aceito como normal ou
natural. Podendo assim fazer com que o aluno se iniba, se desmotive e fique
aprendido na hora de desenhar. Então é “ Na medida em que entendemos que o desenho não
é, necessariamente retrato direto/devolução do visto/vivido, é debruçando-nos
sobre desenhos de crianças, que conheceremos desenhos! E, consequentemente, a
produção cultural de meninos e meninas” ( LEITE, Maria Isabel,p.64,2004). Ou
seja ver o desenho como um desenho sem determinar ou manipular o mesmo.
As cem Linguagens da criança
As cem linguagens
da Criança
A criança é feita
A criança tem cem linguagens
Cem mãos cem pensamentos
Cem maneiras de pensar
De brincar e de falar
Cem sempre cem
Maneiras de ouvir
De surpreender de amar
Cem alegrias para cantar e perceber
Cem mundos para descobrir
Cem mundos para inventar
Cem mundos para sonhar.
A criança tem
Cem linguagens
(e mais cem, cem, cem)
Mas roubam-lhe noventa e nove
Separam-lhe a cabeça do corpo
Dizem-lhe:
Para pensar sem mãos, para ouvir sem falar
Para compreender sem alegria
Para amar e para se admirar só no Natal e na Páscoa.
Dizem-lhe:
Para descobrir o mundo que já existe.
E de cem roubam-lhe noventa e nove.
Dizem-lhe:
Que o jogo e o trabalho, a realidade e a fantasia
A ciência e a imaginação
O céu e a terra, a razão e o sonho
São coisas que não estão bem juntas
Ou seja, dizem-lhe que os cem não existem.
E a criança por sua vez repete: os cem existem!
Loris Malaguzzi (1996)
















